Ciclo de Debates de Verão da APER - Curiosidades em Reabilitação - 28 de Junho - ANF Porto                                                                                                                                                                                                        
  • Evento
    • Nome: Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação - APER 2014
      Local: Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
      Data: 3 a 6 de dezembro de 2014
  • Detalhes
    • Cérebro, Plasticidade Cerebral e Reabilitação Global
       
       
      As sociedades modernas enfrentam, desde há alguns anos, o envelhecimento progressivo da sua população, colocando novos desafios e novas exigências aos sistemas de saúde. As doenças crónicas, degenerativas e neurológicas são consideradas um problema da atualidade e um desafio constante para os profissionais de saúde e familiares que cuidam dessas pessoas. “A expansão do envelhecer não é um problema. É sim uma das maiores conquistas da humanidade. O que é necessário é traçarem-se políticas ajustadas para envelhecer são, autónomo, ativo e plenamente integrado. “ (ANAM, K; 2002). A neuroplasticidade ou plasticidade cerebral é descrita por TAKASE (2005), “como a capacidade que o SNC (Sistema Nervoso Central) tem para alterar a sua função, o seu perfil químico e estrutural”. Existe evidência de que as células nervosas centrais podem-se regenerar ou até mesmo formarem-se de novo. Atualmente sabe-se que o SNC tem uma grande adaptabilidade que mesmo no cérebro adulto, há evidências de plasticidade na tentativa de regeneração. Na presença de lesões, o SNC utiliza-se desta capacidade de modo a recuperar as funções perdidas. Neste sentido, COSTA (2000) defende que as áreas cerebrais lesadas ou disfuncionais podem ser substituídas por áreas “vizinhas” intactas. Segundo DAVIES (1996) “quanto mais intensa e variada for a estimulação, mais sinapses são formadas, contudo oferecer diferentes e inúmeros estímulos sensoriais simultaneamente não viabiliza a reabilitação, pois o SNC precisa receber a mesma informação, repetidas vezes, com certa ordem para poder integrar essas informações e torna-las funcionais”.
       
      Essa nova visão é sustentada no conceito de neuroplasticidade e é hoje um elemento essencial para a recuperação das funções após uma lesão e uma reabilitação global da pessoa. A plasticidade cerebral define-se como o modo como o sistema nervoso pode modificar a sua função em resultado de treino ou em resposta à lesão. Deste modo, os processos de reparação e reorganização do SNC começam a acontecer logo após a lesão, pelo que a reabilitação deve começar precocemente, procurando recuperar padrões de comportamentos mais próximos da normalidade, e como tal o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação e segundo o D.R. n.º 35, Série II, publicado em 18 de Fevereiro de 2011 sobre as Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação e seguindo esse principio uma avaliação global, integral de cada pessoa deverá dar origem a um plano individual de intervenções específicas de cuidados de Enfermagem de Reabilitação (ER) adaptadas as necessidades e objetivos terapêuticos de cada pessoa/família.
       
      A Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação (APER) vai realizar, de 4 a 6 de Dezembro de 2014, o Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação, no Centro de Congressos nas Caldas da Rainha, com a temática principal: “O CÉREBRO: A plasticidade Cerebral e a Reabilitação Global”. Este evento será realizado em parceria com a Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Reabilitação (MCEER) da Ordem dos Enfermeiros e contará com o apoio da Direção Geral de Saúde (DGS) e Instituto Nacional para a Reabilitação (INR). A semelhança de anos anteriores teremos a presença de convidados internacionais que apresentarão os diferentes contextos da reabilitação na prática da enfermagem.
       
      Em suma, A reabilitação só é possível devido à capacidade do cérebro em aprender e como tal os Enfermeiros Especialistas em enfermagem de Reabilitação na excelência do seu exercício profissional, elaboram um plano de cuidados individual/personalizado junto da pessoa/família/cuidador, no sentido de promover a máxima autonomia/independência das pessoas portadoras de deficits potencialmente recuperáveis e a manutenção daqueles cujos deficits são irreversíveis de forma a aumentar a qualidade de vida do cidadão.
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